What are we really taking abroad?

Hello everybody,
Pois é, esse já é o ultimo post do mês de junho. Nosso primeiro mês passou tão rápido quanto a participação do Brasil na Copa América, mas enfim, vamos falar de coisa boa, vamos falar de Embaixadores do Seu Reinado (ESR).

Sou o último entre os participantes do blog a escrever nessa sessão, por isso, queria ressaltar que queremos ouvir suas histórias ou opiniões da Terra da Rainha. Para isso, envie um email para swbukambassador@gmail.com nos contando de sua experiência.

Pra ser bem sincero, eu sempre achei muito difícil resumir como foi meu ano fora. As pessoas chegavam e perguntavam: “E aí? Como foi?”. E eu pensava comigo mesmo: “Poxa, como posso resumir um ano em 10 minutos?”, então eu passava um geralzão; contava das cidades e lugares que visitei; das pessoas que conheci e experiências que vivi; e brevemente sobre o que realmente fiz por lá. Mas, como aqui terei mais espaço pra tagarelar (um dos meus hobbies, haha), queria inicialmente falar somente sobre um assunto polêmico…a visão do Brasil lá fora, e o que estamos fazendo pra contribuir/destruir com ela.

Obs: Antes de começar, queria ressaltar aqui, que essa é uma opinião minha, e que não necessariamente reflete o pensamento daqueles que estão escrevendo comigo no blog. O ESR é um espaço justamente pra isso, e estou/estamos prontos pra ouvir todos os pontos de vista.

Sei que estamos em um período delicado de nossa história, mas recentemente venho refletindo muito a respeito e tentando encontrar o meu papel nisso tudo. Vou tocar mais nos pontos que dizem respeito ao intercâmbio, então, gostaria de começar com a primeira pergunta que nos deparamos:

-“So, do you play football? Do you Samba?” (Então, você joga futebol? Você Samba?)

Adoro essa pergunta, porque ela demonstra estereótipos, e ao mesmo tempo te dá brechas pra contar e mostrar tanta coisa do Brasil que o pessoal aí por fora não conhece: como a cultura dos pampas, nossa rica tradição dos Sertões ou a linda diversidade e tradição do Norte do país.

E daí , logo em seguida, vinha a segunda pergunta:

-“Tell me how it’s Rio, can you give me some hints?” (Me conta como é o Rio de Janeiro, você tem algumas dicas pra me dar?)

E então eu respondia, quase chorando, que eu nunca havia visitado o Rio. Pois é, deixemos de lado a questão financeira (difícil), mas quantos de nós não sonhamos em conhecer London, New York, Paris, Roma, Tokyo e etc. E sequer conhecemos o quintal de casa, não conhecemos as Cataratas do Iguaçu, a maravilhosa Costa Brasileira ou a Amazônia/Pantanal.

No Reino Unido, tive a honra e oportunidade de falar do meu país diversas vezes. Trabalhei diretamente com centenas de alunos internacionais em um Campus Job; a cada esquina fazia amizades com pessoas de países diferentes; ao viajar podia contar para velhinhos estrangeiros que era de São Paulo, e não do Rio; dei duas entrevistas pra BBC Radio a respeito da Copa do Mundo e todos seus preparativos/estrutura; trabalhei em uma consultoria cheia de britânicos; além das típicas conversas de aeroporto.

Durante todas essas conversas fui percebendo o quanto posso influenciar e falar do meu país a pessoas que se limitam ao famoso FSC (Brazil = Football, Samba and Carnival). Percebi que minhas críticas que tinha, a respeito de nossa falta de infraestrutura em Saúde, Educação, Previdência Social e etc. antes mesmo de eu as expor e, guardada às devidas proporções, eram exatamente as mesmas de todos estrangeiros em seus respectivos países.

Percebi então, que ao falarmos de nosso país lá fora, temos apenas duas opções:

Falar bem ou falar mal!

Eu sei que isso é óbvio, mas você já pensou o exato porquê de falar mal? Concordo com muitas das reinvindicações e manifestações internas, e quero lutar pelo melhor do meu país. Mas vejo uma enorme desvalorização nacional, em acharmos que somos patinhos feios, mendigos desolados, esquecidos pelo governo e à mercê de um futuro impróspero e improdutivo.

Acredito que a decisão de morar e ficar fora, é muito pessoal. Todos tem seus próprios objetivos e prioridades na vida e isso é indiscutível. Não sei o que meu futuro me reserva, mas hoje, tenho certeza de que mesmo se viajar de novo, para fazer pós ou trabalhar, quero voltar e estabelecer minha família no Brasil. E cito aqui um paradoxo muito interessante escrito por Ruth Manus no Blog do Estadão essa semana (24/06/2015):

“A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente divido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.”

Sabe, às vezes tenho medo de ser otimista demais. Não é viver em um mundo de ilusões, mas realmente acredito que depende muito de nós. Que se formos afora, observarmos as melhores práticas e tentar implementá-las em pequenas coisas, podemos mudar pouco a pouco. Que vendo a organização política e social de outros países, podemos formar opinião e tentar melhorias através de um voto mais consciente e conciso. Que se formos e fizermos propaganda, formos Embaixadores de nosso país, podemos trazer: atenção, turismo, investimentos, tecnologia, benefícios e parcerias entre UK e Brasil, por exemplo.

É por isso, que aqueles que tiveram a chance de viajar às custas do governo, deveríamos ser Embaixadores não só do Ciências sem Fronteiras, pra contar nossas experiências. Mas Embaixadores do Brasil, para mostrar que somos gigantes pela própria natureza; que nosso país és belo, forte e destemido; e que o nosso futuro espelha essa grandeza.

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Lucas Chung Man Leung

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