Garanta a Aprovação de Créditos em seu Intercâmbio!

Hoje venho falar de um assunto que gera muitas dúvidas e inseguranças ao se fazer um intercâmbio:

Não, calma, não é esse crédito de celular que você está pensando. É a famosa Equivalência de Estudos.

Não sei como você chama em sua cidade/estado mas seja Cadeira, Matéria ou Disciplina, muitos dos que saem para fazer um intercâmbio querem conseguir aproveitar os créditos estudados fora do país para sua graduação.

Primeiro de tudo, temos que esclarecer que esse assunto tem diversas variáveis que devem ser consideradas:
Mentalidade: existem muitos que querem ir para o intercâmbio justamente para aproveitar disciplinas inovadoras e diferentes, que não teriam a chance de estudar aqui. Se você é um deles, desencane desse lance de aproveitamento. haha

Universidades: pois é, cada universidade, seja no Brasil ou no exterior, age de maneira diferente em relação a liberdade para criar a própria Grade de Matérias; Ementa; Carga Horária; Métodos de Avaliação e até mesmo como dispor todas essas informações em um documento só.

Formalidades: Algumas universidades requerem mais exigências do que outras e as burocracias envolvidas podem ser bem diferentes.

Pensando em tudo isso, escrevo esse post baseado em minha experiência e em como isso é tratado na UNICAMP (Pê pê pê ô). Mas, quando falamos desse assunto, acho que se o interesse é grande, toda cautela e preparo deve ser tomada.

Vamos ser objetivos então, PARTIU passo a passo:

Antes da Viagem

  1. Procurar as matérias que serão oferecidas na universidade que você for, e, caso sua grade seja livre para escolher as matérias que quiser, escolha as matérias que mais se assemelham com as matérias brasileiras. No meu caso a Sheffield Hallam University disponibilizava um link  com as ementas de todas as matérias oferecidas em minha faculdade para livre escolha.
  1. Faça um plano de estudos baseado nessas matérias que são parecidas, de acordo com o número de créditos limite que possa cursar no exterior. Além disso, as Unis daqui, pedem uma porcentagem de 75-80% de horas de aula da disciplina de lá para equivaler a mesma aqui. Ou seja, se sua matéria tem 60 horas em um semestre no Brasil, sua matéria deve ter em torno de 45-48 horas de aula no exterior.
  1. Se possível, converse com o Orientador do seu curso no Brasil e tente uma “pré-aprovação” do aproveitamento. No meu caso, levei meu plano de estudos e conversei com os professores responsáveis. As matérias as quais eles diziam que não seriam aprovadas, eu as trocava e sugeria outras matérias.

Durante o Intercâmbio

  1. O MAIS IMPORTANTE: SEJA APROVADO. Pois é, parece óbvio, mas cursar uma matéria no exterior, em uma língua estrangeira com pré-requisitos que talvez você não tenha estudado no Brasil não é tão fácil assim. Logo, SE ESFORCE… VAI VALER A PENA!!!
  1. Em sua Universidade no exterior, assim que receber o seu Histórico Escolar (algumas Unis oferecem um diploma detalhado), faça questão de pedir uma cópia impressa assinada e, se possível, carimbada. Isso dá maior legitimidade para o documento e o torna mais aceito em seu retorno.
  1. Ao solicitar o Histórico Escolar, peça também as ementas impressas das matérias que você cursou (assinada e carimbada). Se atente para os seguintes pontos que uma ementa completa deve ter:
  • Nome e Código da Disciplina;
  • Professor Responsável;
  • Número de Créditos;
  • Caso o sistema de Créditos seja diferente da sua Uni no Brasil, a descrição detalhada das Horas;
  • Objetivos e Conteúdo da Disciplina;
  • Formas de Avaliação;

Esse é um ponto bem importante, pois quanto mais detalhado for esse arquivo melhor. Inclusive, se houver um link online que disponibilize o documento, também é interessante anotar.

Mas e se minha Uni não disponibilizar nada disso? “Tô Frito”?

Não! Se você não tiver esse arquivo pronto, as Unis daqui tendem a aceitar se você preparar um arquivo no Word mesmo, mas pra isso, tenha certeza de que colheu a Assinatura e Carimbo da sua Uni estrangeira.

Na volta ao Brasil

Em seu retorno, cada Universidade terá uma forma diferente de executar o aproveitamento, mas, não deve fugir muito do que eu tive que fazer. Então vamos lá:

  1. Você deverá preencher formulários para justificar seus pedidos. Nele deve conter sua explicação do porquê acredita que merece o aproveitamento e a relação das matérias que quer pedir a equivalência.

Detalhe: no meu caso eu podia pedir duas matérias de lá para equivaler uma disciplina daqui, ou vice-versa.

  1. Por fim, é só levar em sua Secretaria Acadêmica os formulários preenchidos juntamente com os arquivos citados nos items ‘5’ e ‘6’. Daí é tiro e queda…SÓ AGUARDAR A QUERIDA APROVAÇÃO.

Dicas extras:

No meu Histórico Escolar Britânico, para indicar a aprovação ou reprovação, são preenchidas apenas as letras P e R , ao invés de Pass e Referral, respectivamente. Sendo assim, minha universidade aqui, pediu para que fosse detalhado em um arquivo complementar essa explicação.

Além disso, no Reino Unido, as aulas são divididas em ‘Tutor-led’ (lecionadas pelo Professor, em própria sala de aula); ‘Tutor-directed’ (com atividades extra-sala e ‘tutorials’, famosas aulas de exercício e estudos de caso) e ‘Self-Directed’ (que correspondem ao tempo necessário para fazer trabalhos em casa e estudos próprios. Então, nesse anexo detalhado também tive que pedir para que explicassem que essas outras horas de aula faziam parte do objetivo curso e contribuíam para o cumprimento da carga horária.

Resultado:

Seguindo esses maravilhosos passos, consegui equivalência em SEIS disciplinas que, além de terem sido muito aproveitadas durante meus estudos no UK, foram aproveitadas para a integralização do curso aqui. Além disso, o Estágio que fiz fora também pode ser pedido para creditar o estágio que deve ser feito no Brasil.

Qualquer dúvida, entre em contato com a gente pelo:

swbukambassador@gmail.com

Abraços e até o próximo post,

Lucas Chung Man Leung

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2 comentários

  1. No meu caso, os créditos da uni no UK (Birmingham City University) eram bem diferentes dos créditos das uni européias e da minha brasileira (UPE), mas eles tinham uma tabela de conversão para o padrão europeu (ECTS) e a minha faculdade aceitava esse padrão. Também foi muito importante pegar um documento oficial, com carimbo e assinatura do meu coordenador no UK

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