Trabalhando como freelancer no Reino Unido

eu como operadora de câmera na locação Black Cat Café
eu como operadora de câmera na locação Black Cat Cafe

Ao embarcar num intercâmbio somos cercados por um mundo de preocupações. Ficar longe da família e dos amigos, morar num país desconhecido, fazer novas amizades, se expressar bem em outra língua, aproveitar ao máximo os estudos na nova universidade e trabalhar no exterior são exemplos de novas experiências que nos inquietam até que façamos delas nossa nova rotina. Nesse post, buscarei contar como foi superar minha inquietação a respeito de trabalhar no exterior.

Entre 2012 e 2013, quando fiz meu intercâmbio em Film and Television Production em Cambridge (Anglia Ruskin University), o Ciência Sem Fronteiras requeria um estágio ou a realização de uma pesquisa nos últimos meses de conclusão do programa. Acredito que isso se manteve. Um ex-aluno do mestrado da Anglia Ruskin University tinha uma start-up de produções audiovisuais e eu e meu namorado, também aluno CsF, fomos convidados para trabalhar na empresa dele. Foi uma boa experiência, mas não nos limitamos apenas a ela.

Simon Paine, um dos professores de animação do curso de Film Studies se interessou pelos nossos projetos da universidade e nos indicou para vários trabalhos. Alguns pagos outros não. Topamos todos. Participamos da gravação de entrevistas para um aplicativo em homenagem a um poeta inglês numa biblioteca maravilhosa do Jesus College; fomos monitores de oficinas de animação para jovens durante o verão; realizamos um making of de um lindo projeto de animação feito em parceria com o Cambridge Film Consortium e a Cambridge University com jovens de foster care; realizamos um vídeo corporativo para a universidade a pedido da international officer; e o mais importante de todos, pudemos realizar o trailer que passaria antes das sessões de filmes do 33º Cambridge Film Festival. Além disso, trabalhamos por um semestre numa animação para uma empresa de aplicativo de alimentação; fizemos uma animação para uma competição chamada The Big Pitch e fizemos trabalho voluntário durante todo o ano no IFT (Independent Film Trust).

Frame da animação para o aplicativo de alimentação

Não foi fácil fazer me comprometer a todos esses projetos e ainda cumprir com as obrigações da universidade. Lembro de trocar muitas noites de sono por longas noites de trabalho e muitas refeições por tigelas de cereal. Para mim, esses sacrifícios valeram a pena. Aprendi como nunca e consegui contruir um portifolio muito mais sólido. Agora em 2015, ainda faço trabalhos como freelancer no Reino Unido: eu e meu namorado, Samuel Mariani, fomos convidados pelo 3º ano consecutivo para a realização do trailer do 35º Cambridge Film Festival. Não pudemos estar presentes fisicamente no festival, mas um pedacinho de nós apareceu por lá.

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