Admirável Mundo Novo x Real Mundo Velho

Todos intercambistas, sem exceção, seja consciente ou inconscientemente, sentiram saudades ou de casa ou do país o qual se aventurou durante o intercâmbio.

No post de hoje queremos levantar reflexões sobre esse conflito entre a viagem dos sonhos e a síndrome do regresso.

Vamos começar então com alguns gifs no estilo “Como eu me sinto quando…”

…falta um mês para o Intercâmbio

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…uma semana antes de viajar

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…na primeira semana no Admirável Mundo Novo

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…aquela homesickness do primeiro mês

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…mas depois de três meses tudo se acerta

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…aos seis meses, tá tudo dominado (ou não)

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…daí, um mês antes de voltar, você já começa a ligar pazamiga e combinar altos rolês

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…mas, uma semana antes de voltar, começa aquele drama:

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…na despedida #wheniseeyouagain

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…no retorno ao país amado:

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…um mês depois da volta

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…depois de dois meses, quando ninguém aguenta mais ouvir sobre suas aventuras

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…quando você volta a dura rotina do Real Mundo Velho

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Apesar da dificuldade do retorno, as pessoas tem formas diferentes de lidar com isso.

Existem muitos que se culpam com o seu próprio descontentamento, mas existem estudos especializados que tentam entender melhor sobre a Síndrome do Regresso. Apesar de não ser nenhum especialista, vou tentar dar algumas dicas então para superar esse sentimento que pode ser mais comum do que muitos pensam.

Primeiramente, é necessário ter o apoio dos familiares e amigos.

Para os pais, o dilema é entender que, apesar de estarem super felizes com a volta do filho(a) amado(a), talvez o intercambista não esteja tão confortável de volta à sua rotina após ter passado um ano ou mais morando sozinho com extrema liberdade e independência. Aí vale ter uma conversa franca em família, para alinhar expectativas x realidade, e descobrir então como a família pode trilhar esse rumo em conjunto.

Já para os amigos, o desafio é aguentar as vezes atitudes esnobes de quem está voltando e reavivar o laço que tinham antes do intercâmbio, afinal, muita coisa mudou em um ano, inclusive a amizade. Além disso, fazer um esforcinho a mais para ouvir com paciência as milhões de experiências e comparações feitas pelo intercambista mala e tentar reintegrá-lo a passeios e encontros em grupo.

Para complementar, em 2012 a Folha de São Paulo lançou uma matéria dando algumas outras dicas de como se readaptar ao Brasil:

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Mas, se nada disso adiantar, então é recomendável que você busque um psicólogo com formação intercultural, para assim poder entender melhor e te ajudar em seus dilemas.

Na mesma matéria da Folha, a psicóloga Kyoko Nakagawa afirma que

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos”

O que quero dizer com isso é que, não se iluda de que não sentirá saudades ou muitas vezes não se sentirá um peixinho fora d’àgua ao retornar. Sim, isso é normal.

Por melhor que tenha sido sua experiência durante o intercâmbio, você com certeza passou por perrengues lá fora. Afinal, ninguém posta foto no Instagram lavando o banheiro ou comendo miojo para economizar. Não estou dizendo que morando fora, você não tinha melhor qualidade de vida ou mais conforto, mas saiba se posicionar de volta ao país que te forneceu essa incrível chance do intercâmbio. Portanto valorize também as oportunidades que sua nova velha rotina pode te proporcionar.

O desafio então, na minha visão, é encontrar um Admirável Mundo Novo em vários aspectos do dia a dia do nosso Real Mundo Velho. 

Que com esse texto você tenha refletido sobre seus sonhos e expectativas. Se você já se adaptou em seu retorno, seja feliz com o que nossa Pátria amada pode te oferecer e lute cada dia, apesar das dificuldades, pelos seus objetivos. Já se sua ambição é sair do país novamente, corra atrás também e se capacite para que você não se fruste e culpe a falta de oportunidades.

Para ambos os casos, fiquem ligados no blog porque essa rede Alumni quer fortalecer tanto os que estão aqui como os que estão afora!

Muito obrigado pela atenção,

Lucas Chung Man Leung

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