E se o UK sair da União Européia?

Desde que o primeiro ministro David Cameron (Davizinho para os íntimos) anunciou um referendo em 2017 sobre a permanência ou não do UK na União Européia, a hipótese de um rompimento definitivo com o bloco (na terra da rainha esse rompimento é chamado de Brexit) vem ganhando força. Cientistas políticos, economistas, investidores e muitos outros tentam decifrar o que aconteceria caso o rompimento de fato se concretizasse. A resposta, por ora, é: ninguém sabe.

Mas porque diabos eu continuaria lendo algo no qual a resposta é uma incógnita? Bem, vou mostrar alguns estudos realizados sobre o assunto, para assim termos uma ideia do que pode acontecer.

  1. Produto Interno Bruto (Em inglês, Gross Domestic Product – GDP)

Um relatório da Open Europe mostra três casos possíveis: pessimista, otimista e realista.

  • Pessimista: O UK não consegue acordos comerciais com a UE. Seu PIB seria 2.2% menor do que se ainda estivesse no bloco.
  • Otimista: O UK consegue acordos comercias com a UE e com outros países do mundo. Seu PIB seria 1.6% maior do que se ainda estivesse no bloco.
  • Realista: O PIB do UK pode ser 0.8% menor ou 0.6% maior do que se estivesse na UE.

Essas previsões são mostradas nesses quadros:

Open_Europe_Brexit_Impact_GraphOpen_Europe_Brexit_Impact_Table

2. Investimento em ciência

Apesar do UK possuir apenas 1% da população mundial, o país produz 16% do desenvolvimento científico no mundo. Uma grande parcela do financiamento para trabalhos e pesquisas científicas vem do Europe Research Council (ERC), que é conduzido pela União Européia. Para se ter uma ideia, na última década os investimentos do governo britânico na área da ciência diminuíram, porém os investimentos do ERC triplicaram. Caso o UK saia da União Européia, esses investimentos provavelmente não existirão mais.

Também é importante lembrar a importância do Erasmus, que é um programa parecido com o Ciências sem Fronteiras, onde estudantes da Europa tem a oportunidade de estudar em outros países europeus, levando e trazendo conhecimento e cultura para ambos os países. Esse programa só é valido dentro da UE.

3. Indo para outro país para morar, trabalhar ou apenas viajar (bem como receber imigrantes)

Nesse caso, os britânicos necessitariam de um visto para trabalhar, morar ou estudar em outro país da União Européia (assim como nós brasileiros). Quanto às viagens, os britânicos perderiam o direito de pegar a fila para membros da UE e provavelmente teriam que responder perguntas que já somos acostumados. “Quanto tempo vai passar aqui?”, “Onde vai ficar hospedado?”, “Quanto de dinheiro você está trazendo?”, etc.

Porém, tudo isso depende do acordo que for selado com os outros membros. O UK pode negociar um acordo de livre circulação de pessoas, onde os britânicos não necessitariam de visto para ir em outro país, bem como cidadães da UE não necessitariam de visto para entrar no UK (incluindo romenos e búlgaros, povo cuja imigração é criticada pelo movimento pró-Brexit).

4. Fôlego para o separatismo escocês

Um outro risco é que o Brexit sirva de munição para uma nova tentativa da Escócia de se tornar independente, já que a maioria dos escoceses querem permanecer na União Européia. A última tentativa aconteceu em setembro de 2014 e 55,25% dos escoceses votaram em permanecer no Reino Unido.

E se o referendo fosse hoje?

Uma pesquisa publicada em dezembro de 2015 no The Telegraph mostra que 47% dos britânicos querem sair da União Européia enquanto 38% preferem permanecer.

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