Relacionamentos de longa distância: 14 relatos pessoais

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Intercâmbio acadêmico/profissional e relacionamentos de longa distância (RLD) são dois assuntos que caminham lado a lado. Com o aumento de programas de intercâmbio e rotação profissional internacional, é difícil não conhecer alguém que tenha encarado um relacionamento romântico a distância, ou que ao menos busque informações sobre se deve ou não iniciar um RLD. Talvez o melhor exemplo disso é o sucesso do artigo Relacionamentos de longa distância, o tabu do intercâmbio, que completou em agosto um ano de sua publicação aqui no Embaixadores. O texto teve uma repercussão forte nas redes sociais e até hoje consta como um dos posts de maior popularidade do site.

Ao passo que nós do blog estamos satisfeitos com o material, com o passar do tempo ficou claro que pelo assunto ser tão pessoal e complexo, as experiências e opiniões de somente uma pessoa representam muito pouco. Por esse motivo, optamos por dar continuidade abordando o tema através dos conselhos de pessoas que gentilmente se voluntariaram para escrever suas experiências, sejam elas recentes ou antigas, positivas ou negativas (positivas em sua maioria, pelo fato que quem se sente a vontade para falar do assunto geralmente possui uma história com final feliz). Essa abordagem já foi anteriormente explorada pelo BuzzFeed no vídeo brutalmente honesto abaixo sobre experiências em relacionamentos a distância (legendas disponíveis somente em inglês):

A seguir estão compiladas as experiências e dicas de nossos leitores e amigos sobre relacionamentos a longa distância. Acreditamos que as informações podem ser úteis para inspirar e informar os que cogitam encarar um RLD, por intercâmbio ou outro motivo, e uma leitura interessante para os que já experenciaram ou viram de perto a montanha-russa que é estar em um relacionamento desse tipo. Quer compartilhar também sua história? Não deixe de escreve-la na seção de comentários.

 

1. Gabriela Brasil

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Resumir cinco anos em algumas linhas não é tarefa fácil, afinal, já aconteceram tantas coisas desde o momento que eu pus os olhos no intercambista loiro do cabelo espetado… Ficamos juntos por um ano, até que chegou o dia da despedida. Nenhum de nós estava disposto a se relacionar a distância, eu no sul do Brasil e ele no norte da Finlândia. Mas bastaram cinco meses de Skype, e-mails e mensagens para que eu usasse todas as minhas economias para ir conhecer a gelada terra de Papai Noel! E foi lá, guiado pela emoção – algo que nos caracteriza até hoje, que o Mikko me disse sim. Foi sim para nosso amor e não para todos os planos que ele já havia traçado. Não para a família, para os amigos, para o emprego novo. Nos casamos naquele mesmo ano, e esse mês (junho) completamos três anos de casados. Além da confiança e do respeito, todo namoro a distância pede que uma das partes abra mão de várias coisas para enfim permanecerem fisicamente juntos, e pede que a outra esteja disposta a ser o apoio que todo início necessita. Mas como diz Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

2. Anônimo, sexo masculino

Foi em 2010. Nós inicialmente éramos amigos, melhores amigos, vivendo 1300 km de distância um do outro. Começamos o nosso RLD morando longe um do outro e sem a perspectiva de mudar isso em um futuro próximo. Toda vez que nos víamos, era perfeito. Quando voltávamos para casa, um pesadelo. Descobri com o tempo que não existia confiança no relacionamento. E é simplesmente impossível ter um relacionamento sem confiança, especialmente se for à distância. As necessidades físicas também se tornaram problemáticas, uma vez que nós dois somos pessoas bastante… Físicas. O meu conselho para aqueles que pensam em RLD é simples: ele vale a pena quando já existe um relacionamento forte e repleto de confiança mútua, e se a situação da distância for algo meramente temporário. Se a distância é um fator temporário, ela será apenas um obstáculo a ser superado pelo casal. Se a distância é insuperável e não existem condições de viajar sempre, o relacionamento está fadado ao fracasso.

3. Camila Oliveira

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Se num cenário “normal” namorar já não é tão simples, imaginem com 500km de distância entre o casal! Pois é, foi assim que começou meu namoro. Começamos um rolinho após o colégio. Eu passei no vestibular em Curitiba, ele continuou em Sorocaba. Apesar da situação incomum, éramos felizes juntos e decidimos arriscar. Afinal, era uma situação temporária.

No começo de qualquer namoro, tudo são flores, e o meu não foi diferente. Mas era preciso ser criativo. Foram jantares à luz de laptop, jogos online (ahhh, o msn!) e um bom investimento em pacote de sms (não tinha whatsapp!). O lado bom dessa dinâmica foi justamente o tanto de experiências inesperadas que criamos juntos. Além disso, cada visita era motivo de MUITA alegria, portanto não havia tempo para brigas!

Mas o tempo foi passando… Não bastasse a distância, escolhi um curso onde eu era 1 de 3 mulheres no meio de 41 homens. Eventualmente, “deu ruim”. Tentei “unir para conquistar”: cada vez que ele ia me ver, fazia questão de sair com meus amigos, que se tornaram meus irmãozinhos, para mostrar que não havia com o que se preocupar. Mas isso, somado a festas…terminamos. Depois de uns 6 meses separados, de volta à ponte Curitiba-Sorocaba todo mês! Era muito amor!

Com o tempo, fomos amadurecendo juntos e a distância passou a ser um detalhe. Até porque a correria do dia-a-dia também atrapalha casais que moram na mesma cidade. Então, a vida resolveu que era hora de agitar as coisas e eu fui fazer intercâmbio. Na Europa. 12000km. Essa experiência foi dividida em: 1) “calma, agora tem whatsapp”; 2) “viva o momento” e 3) “o que tem que ser, é”. E assim se passaram 6 meses de intercâmbio, um pouco de tensão e cuidado no início, um término rápido, porque um passou a viver e controlar a vida do outro, e um final feliz, com a ida dele pra uma Eurotrip maravilhosa e a aceitação de que somos melhores juntos! E já são quase 8 anos, apenas um sob o céu da mesma cidade e contando!

Resumo da ópera: amor, criatividade e paciência, vivendo o agora e aproveitando a alegria dos bons momentos e a experiência dos mais difíceis! Relaxa, você está no controle de NADA!

4. Anônimo, sexo feminino

Começamos a namorar no carnaval deste ano, e estamos juntos desde então. Eu o conheci 10 meses após o término de um namoro de longa distância que durou 1 ano e meio  (sobreviveu ao meu intercâmbio na Itália, embora não tenha sobrevivido ao intercâmbio do meu ex, que veio logo em seguida). O meu namoro anterior foi muito difícil, e quando terminamos eu fiz a promessa pessoal de nunca mais entrar num relacionamento à distância. Como se pode perceber, eu nem sempre respeito minhas promessas, e cá estou eu num relacionamento ponte aérea novamente.

Conheci meu atual namorado enquanto ele ainda morava em Curitiba, e não estávamos em um relacionamento sério quando ele resolveu aceitar uma promessa tentadora de emprego em outra cidade, que fica a 1.200km de distância. O namoro veio depois de algum tempo e sem planejamento, quando deixamos de lado os receios e decidimos que valeria a pena tentar.

Hoje, tenho um relacionamento maravilhoso, com muitos momentos felizes e nenhum arrependimento. Com meu namorado descobri que o problema da distância é superável quando há muito carinho e dedicação mútuos. Conseguimos nos ver em média duas vezes por mês, mas compartilhamos diariamente nossas novidades e sentimentos.

Àqueles que pretendem viver a experiência de um RLD, posso dizer que comunicação e confiança são imprescindíveis, e que o amor deve ser colocado em primeiro lugar, sempre.

5. Cássia Vaz*

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Juntos há 3 anos e noivos há 1 mês, eu jamais imaginei que chegaríamos onde chegamos. E só chegamos porque tentamos. Tive muito medo mas tentamos. Medo porque durante os nossos 2 anos e 6 meses de namoro a distância (ele é Britânico e eu Brasileira) eu confesso que fui muito insegura e tinha certeza que a minha insegurança estragaria tudo. Mas hoje eu vejo que não era aquela insegurança chata, mas aquela que sentimos quando temos medo perder a pessoa. Do tipo: “I am gonna love you like I am gonna lose you” (risos).

Eu nunca escondi o que sentia, falei abertamente das minhas fraquezas e acredito que foi fundamental para manter o nosso relacionamento. E essa sinceridade diária permitiu que ele, sempre muito positivo e forte, me surpreendesse todos os dias, a ponto de eu esquecer de sofrer tanto pela distância. Eu passei a vê-la, como ele mesmo dizia, como a prova de que seríamos capazes de passar por tudo e continuarmos juntos. E também confesso, até aqui você provavelmente percebeu o quanto ele foi perseverante e isso algumas vezes me deixou encabulada, mas o mais importante, isso me inspirou e me deu forças. Ele não mediu esforços e eu tinha cada dia mais certeza de que valia a pena tudo que estávamos passando. As flores, as músicas que ele cantava, tocava, gravava e enviava, os textos longos por whatsapp e sua voz feliz e receptiva no skype são lembranças gostosas. Eu não mudaria nada, nadinha. Ele do jeito romântico e forte. Eu sincera e paciente. O nosso medo foi aos poucos dando lugar a uma leveza e a uma vontade imensa de ver a felicidade entre nós, mesmo tão distantes um do outro.

Ele saía com os amigos, eu saía com as minhas e no outro dia estávamos ansiosos para saber se nos divertirmos, cada um no seu cantinho do mundo. Claro que algumas vezes pensei que ele tinha encontrado alguém e, quando pensei assim, fui sincera, de certa forma delicada (é importante para não ofender a pessoa) e o pedi para ser sincero comigo caso algo do tipo acontecesse. Porque eu sabía também do meu valor, o respeitava e esperava o mesmo da parte dele, e ele sabia disso, sabia de tudo. E assim eu acalmava o meu coração.

E com o tempo percebi que relacionamento para nós dois tinha e tem o mesmo significado: ter alguém para compartilhar a felicidade, não para projetá-la. É fácil falar, e eu sei que não é fácil praticar, ainda mais quando amamos tanto. Mas acredite, vai valer todo o seu esforço quando você sentir que a pessoa tem prazer em estar ao seu lado, ou do outro lado mas com planos de um futuro com você. Sem cobrar, mas com diálogo e compartilhamento.

Hoje, desde que ele se mudou para o Brasil há 9 meses atrás, sabemos que tudo aconteceu na hora certa. Não foi mágica, é sempre crescimento. E não importa onde, e agora juntos, o limite desse nosso crescimento é não ter limite para permiti-lo.

E, por último, compartilho também a frase que ele sempre me diz: “I know we can do it and don’t forget I love you”.

* Está a disposição para informar sobre vistos ou assuntos relacionados no e-mail cassiavazmm@gmail.com .

6. Anônimo, sexo masculino

Explicar 6 anos de namoro em um parágrafo é como tentar contar o desfecho de um filme apenas pelo trailer. Difícil, mas vale o desafio! Nos conhecemos ainda na época do Orkut e MSN e acabamos nos descobrindo vizinhos. As semelhanças e também as diferenças fortificaram a nossa relação e acabamos criando um laço de confiança muito forte. Sempre tive o sonho de morar fora e a oportunidade aconteceu em 2015 quando apliquei para um mestrado em Mídia Digital no Canadá. A mudança para o relacionamento à distância foi algo bastante difícil, especialmente no começo. Isso porque a separação cria uma série de barreiras, como a falta de comunicação e de contato físico. Por outro lado, a dificuldade pode se transformar em uma oportunidade de fortificar a confiança em um no outro. Basta que ambos trilhem um caminho na mesma direção… E é exatamente aí que eu acho que está o segredo de ainda estarmos juntos, mesmo distantes.

7. Eduardo Martinez

Não há por que dissertar muito sobre minha experiência com RLD, que já foi tema de artigo anterior do Embaixadores. É engraçado rele-lo e ver que mesmo quando falo impessoalmente sobre RLD estou inconscientemente referindo-me a casos próximos. Em suma, estive em dois relacionamentos à distância em minha vida, o último tendo acabado há um ano, e mantenho minha opinião otimista no tema: que RLD é viável dadas as pessoas e momentos certos, e que traz aprendizados valiosos – inclusive fico triste ao assistir depoimentos como alguns do vídeo do Buzzfeed exposto acima, em que pessoas dizem que o relacionamento delas não “valeu a pena” por ter terminado.

Conselhos que se consolidaram com o tempo, experiência pessoal e de casos próximos sobre RLD:

1. O relacionamento a distância tem de ter uma data definida pelo casal para deixar de ser longa distância. Isso é fundamental para a saúde mental do casal.

2. RLD exige maturidade, inteligência emocional, motivação e resiliência para seu sucesso. Porém, talvez mais importante que isso, ele tem também de ocorrer em uma etapa de vida conveniente para ambos no casal, principalmente levando em conta o trabalho que ele demanda, e os objetivos pessoais para o futuro. Duas pessoas maduras e motivadas, porém em uma época em que não possuem tempo e energia para dedicar a um namoro, dificilmente terão sucesso em RLD, por exemplo.

3. Dica importante para todo tipo de relacionamento, mas principalmente para RLD: Gostar ou amar não basta para manter um relacionamento. Os participantes devem sempre se perguntar “fazemos um ao outro feliz?” e “faremos um ao outro feliz no futuro?”. Se a resposta é “não” para qualquer uma dessas duas perguntas, a triste verdade é que o relacionamento deve ser repensado ou finalizado.

4. Um RLD pode mais facilmente ser “levado com a barriga” do que um relacionamento comum. É mais fácil suportar um relacionamento que não está mais funcionando e/ou mentir para si mesmo que “tudo está bem” quando existe a distância. É mais fácil, inclusive, tolerar um comportamento psicologicamente ou emocionalmente abusivo, quando você pode voltar à sua zona de conforto assim que a ligação Skype termina, ou assim que o parceiro pega o avião para casa. Por esse motivo, pergunte-se sempre, e sobre uma perspectiva externa, se o que você tem é saudável, e se seu relacionamento funcionaria caso vocês se vissem toda semana. Em outras palavras, tenha atenção às perguntas da dica 3 acima a todos os momentos, até mais do que alguém em um relacionamento a curta distância teria.

8. Matthew Smith – texto em inglês

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Long distance relationships are not for everyone. In fact, they’re for no one. Nobody with a well functioning, loving relationship would choose without good reason to live apart. Whether considering or in a long distance relationship, it’s crucial to be honest with yourself and with your partner. Do you really love them? Do you really miss them? What is it about them that you treasure so much?
Distance should be no barrier for love. True love waits they say, so I urge that communication is regular, honest and heartfelt. Without doubt it will and should be difficult, but it will be worth every painful moment if you spend quality time together when together. Finally, be on the same page about how long the long distance part of your relationship will be and for why it is happening; stability, and in turn trust, under whatever circumstance will get you through.

9. Thais de Castilho Ribas

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Conheci o Igor durante nosso intercâmbio na França em Janeiro de 2012, por 5 meses nos víamos todos os dias. Quando Julho chegou era hora de voltar para casa, cada um para o seu lado, eu de volta em Curitiba e ele em São Paulo. Ao longo desses 4 anos juntos tivemos dois períodos em que a distancia foi ainda maior. O Igor passou um mês na China com o fuso horário de 12 horas e acesso limitado à internet e eu durante 4 semanas na Itália, bem menos complicado, mas ainda desafiador. Seja pela faculdade, pelo trabalho ou pelo mestrado, ainda não surgiu a oportunidade de morarmos na mesma cidade.

Manter um namoro à distância não é fácil mas está longe de ser impossível. Antes de embarcar nesse avião tem um fato que você precisa saber: o casal tem que se gostar de verdade, eu sei que essa é a teoria básica para qualquer relacionamento, mas acredite, o RLD é muito mais intensos, os sentimentos evoluem de uma maneira diferente e algumas “virtudes”, como a paciência, a confiança e o companheirismo, tem que ser tão grande quanto a distancia. Um bom planejamento financeiro é essencial para um RLD porque, infelizmente, viajar custa caro, o jeito é ficar de olho nas promoções das companhias aéreas, tentar balancear as idas e vindas de cada um e porque não substituir os presentes de dia dos namorados por uma ida, um jantar e algo que os dois possam aproveitar, porque o sorriso que isso gera fica muito melhor no seu amor do que qualquer camisa bonita.

10. Anônimo, sexo feminino

Vantagens de namorar a distancia: Se você gosta de viajar, cada encontro se transforma em uma viagem diferente.

Namorar a distância pós-intercâmbio é uma forma de continuar o intercâmbio!

Você tem mais tempo e dedicação para a faculdade/trabalho porque sempre existe a recompensa do próximo encontro!

11. Stefanie Brucinski Stocchero

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Quando conheci o Gabriel, ele havia acabado de voltar da Polônia, onde fez intercâmbio durante um ano. Um dos motivos para termos começado a conversar foi justamente este interesse em comum em conhecer o mundo. Começamos a namorar em meados de 2004 e eu já estava pesquisando sobre a possibilidade de ficar um tempo fora do país também. Resolvi passar um ano na Alemanha como Au Pair e ele me deu todo o apoio. Viajei em outubro de 2005 e nós decidimos dar um tempo no relacionamento, no entanto, não cortamos o contato por completo, nos comunicávamos por e-mail e carta de vez em quando. Os primeiros meses foram muito difíceis para mim, pois não conseguia me desligar dele, mas aos poucos fui conhecendo pessoas, fazendo amigos e me sentindo mais à vontade para viver a experiência. Apesar de termos optado por fazer o que quiséssemos durante aquele tempo, no fundo nunca deixei de considerá-lo meu namorado e sabia que um dia iríamos olhar para trás e ver aquele ano como uma fase do nosso relacionamento. No meu último mês na Alemanha nos falamos todos os dias por telefone e já estávamos ansiosos para nos reencontrar. Acredito que a decisão de dar um tempo no nosso namoro foi a ideal tanto para mim quanto para ele. Não foi fácil, mas conseguimos dar espaço para o outro quando foi necessário e acabamos nos aproximando ainda mais. Esta experiência foi muito importante para nós e serviu para termos certeza de que poderíamos superar qualquer dificuldade e que queríamos realmente ficar juntos. Estamos juntos há 12 anos.

12. Anônimo, sexo masculino

Minha experiência com o RLD foi curta, porém bastante intensa, ocorreu em um período obscuro da minha vida e por isso foi algo inesquecível. Em 2010 eu havia terminado um relacionamento longo o que me deixou bastante abalado, até que uma amiga da faculdade me apresentou uma conhecida no Messenger (sim, se usava isso na época) e a química foi imediata, falávamo-nos diariamente, a troca de mensagens chegava a ser irritante pra quem via de fora, mas como nem tudo são flores ela morava no interior de Minas Gerais (1024km  de distancia). O relacionamento durou 4 meses (no segundo já assumimos oficialmente o namoro) até que as conversas pelo Skype já não eram  o suficiente e eu comprei passagens de avião pra conhece-la. Porém o destino tinha outros planos, uma semana antes de viajar reencontrei minha antiga namorada (atual noiva),  foi quando parei e  pesei os prós e contras do RLD, optando por não viajar e terminar o RLD.

Se me arrependo da escolha? Não, o RDL foi incrível, me senti um lixo de pessoa quando terminei a relação, porém RLD exige maturidade, e estabilidade emocional para aguentar os inconvenientes da distancia, dois pré-requisitos que eu sabia não possuir na época, o que não tornaria o relacionamento saudável nem para mim nem pra ela.

13. Luiz Fernando Bom

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Eu e minha namorada iniciamos nosso namoro já com a distância entre nós em 2006. A saudade e a vontade de estar junto de quem ama, ao invés de atrapalhar nossa relação, fez com que sempre nos preocupássemos em aproveitar ao máximo os momentos que temos juntos. Ao contrário dos casais que não têm a distancia como empecilho na relação, nós tivemos que aprender a resolver as brigas de maneira rápida e objetiva, quando você vê a pessoa que ama a cada 15 dias não há tempo para desperdiçar com birras e magoas. Aprendemos a ser menos orgulhosos e mais compreensivos. Nos falamos diariamente por telefone e trocamos mensagens e isso ajuda a  amenizar a distância.

14. Anônimo, sexo feminino

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Faltavam uns dois meses para eu embarcar para a Inglaterra, quando algo inesperado aconteceu: um namoro! E foi justamente o tema viagem que nos aproximou, já que era uma paixão em comum. Então eu parti para minha aventura de um ano de estudos em Birmingham e ele ficou em São Paulo. Confesso que nem todos os momentos são fáceis, foram muitas horas de Skype (pelo menos 1h por dia) que mesmo assim não são equivalentes a estar “ao vivo”. Mas, a distância nos fez criar laços de confiança e de amizade que tornaram o namoro mais forte. Eu acho que o mais importante é que os dois estejam de acordo e preparados para esse momento, que tudo fique claro entre vocês, se há dúvida ou culpa, melhor você amadurecer a ideia. Também acredito que esse tempo à distância é ótimo para focar nos estudos e na carreira e quem sabe economizar dindin para os dois fazerem uma trip juntos? Nós visitamos vários países pela Europa e são essas recordações maravilhosas que guardamos até hoje. Agora, estamos juntos há mais de três anos.

 

Não deixe de compartilhar sua opinião e feedback nos comentários! Um abraço!

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